Quase nunca tenho preguiça de pessoas. Sempre acho assunto, piada, uma conversa nova, uma troca. Mas, ultimamente, tenho tido sono de muita gente. Gente até demais para o meu “não-seleto-filtro-de-amizades”, como já diriam alguns conhecidos.
Depois de uma fase de entrega total, acho que naturalmente senti vontade de entrar numa concha. Pelo menos por alguns meses. Muita mudança ao mesmo tempo, muita agitação ao redor. E a vontade de ficar quieta em casa, com o novo divididor de teto. E como é bom poder encher o potinho de suco de frutas Gummy de novo. Recarregar e não ter de dividir.
Do lado de fora do casebre, pessoas que te sugam, reparam e gastam energia com coisas bobas. Perdem tempo criando picuinhas, tentando encher sua cabeça com opiniões que você nem está interessado. Não que eu não faça isso. Mas, num momento de reclusão (não de isolamento, reparem), é bem tedioso lidar com as paranóias alheias estampadas no dia a dia ou numa rede social qualquer. E eu também sou assim. Certeza que sou. Só que tinha paciência para lidar com essas várias personas.
Deixa o pote encher e veremos. Mas já vou ali tomar uma boa dose do Gummy e já volto.